O artista rosarino Daniel García apresentou quatro obras que ficarão expostas no Centro Cultural Contraviento. Trata-se de Luzes e sombras, como parte da temática O Preto. A mostra é aberta ao público com entrada franca.
São três pinturas da série Ad astra per aspera e um vídeo, Stardust (poeira estelar), que em conjunto formam uma instalação imersiva e conceptual bem-acabada a partir do preto, pensar em preto, habitá-lo.
O preto de García surpreende pela sua profundeza. O artista propõe uma noite com estrelas filhas da sorte, cintilações, irrupções, enfim, atos falhos da imensidade do preto. Tem silêncio, tem reflexão, tem infinito.
No Contraviento, o preto é noite, é festa, é escuridão, é sonho. Também é passado e futuro: é uma atmosfera retrofuturista. Isso foi comprovado por aqueles que acompanharam a inauguração na sala da frente do Contraviento, onde foi gerado um ambiente espacial.
“As influências que me levaram até elas são múltiplas. Mas, com certeza, não teria criado estas pinturas se as noites estreladas no convés do navio Paraguay, durante a travessia Paraná Ra’anga no ano de 2010, não tivessem atualizado as noites da minha infância. Noites passadas no terraço da minha casa junto a meu avô e meu irmão, tentando com dificuldade adivinhar as constelações”, relata García.
Além de traços, tem som: um rumor se desprende do vídeo que recria ondas eletromagnéticas emitidas por algumas estrelas e planetas. As “estrelas” que aparecem no vídeo são o efeito da terra acumulada e do deterioro de velhos rolos de fita de filme.





![[Luzes e sombras] O Preto por Daniel García](https://www.contraviento.com.ar/resources/original/Luces y sombras/BOTON_1.png)

![[Luzes e sombras] O Preto por Daniel García](https://www.contraviento.com.ar/resources/produccion/contenidos/medium/Luces y sombras/BOTON_1.png)