Como parte da segunda mostra sobre O Preto, a nova temática do Centro Cultural Contraviento, o artista rosarino Marcelo Kopp (1986) expôs uma vasta obra de xilogravuras em madeira na pequena sala do espaço, que contou com a presença de um grande grupo de visitantes.
Foram exibidas quatorze peças entre xilogravuras e gravuras de diferentes imagens. Elas retratam problemáticas contemporâneas como pobreza, poluição, desigualdade, entre outras.
O artista explicou o alvo: “A ideia é expressar O Preto com todas as metáforas que representa. As mais simples são escuridão, maldade, negatividade. Minha obra em geral trata desses temas, como cidades monitoradas, problemáticas atuais nas ruas, natureza poluída”.
A xilogravura é uma técnica de impressão em relevo a partir do preto, e cada corte na madeira representa sutilmente seu contrário, o branco. Tendo como base essa figura e através da tinta negra, são realizadas as gravuras sob pressão.
“Diferente de outras artes, a gravura democratiza, pela sua reprodução em massa e a sua linguagem direta. Era muito utilizada no panfleto e tem uma tradição política que se presta para a denúncia, a reivindicação. Essa tradição está presente na obra”, disse Kopp.
Tem toda uma definição na técnica. Ele constrói tudo na sua oficina, um espaço que reflete a atmosfera de um artesão medieval. Sua sensibilidade artística parece contrastar com as prensas de ferro e os parafusos gigantes, em abundância no espaço, mas na verdade são mais uma extensão da obra.









