O Centro Cultural Contraviento inaugurou O Preto, a nova temática que guiará as mostras do espaço.
Nesse contexto, o artista visual e escritor Gustavo Charif (1966) expôs uma ampla obra, situada na sala principal do Centro Cultural.
Perante a presença de espectadores curiosos pela obra de Charif e sua imensa e particular alocução, o artista conversou com a gestora cultural rosarina Lila Siegrist e ofereceu conceitos da arte em general e seu trabalho.
“A arte conformista que não questiona nada é decorativa e uma fraude”, falou como parte do seu pensamento artístico.
Segundo Charif, “a arte é a possibilidade de não dialogar com o outro”. “Na arte, você diz o que quer e o que deve. Se não for na arte, onde?”, refletiu.
Charif é um artista difícil de categorizar. Costuma se definir como apátrida pela sua abundante experiência em diferentes cidades e culturas do mundo.
Com um extenso percurso por várias disciplinas, pode ser definido como um artista amplíssimo e excêntrico que experimenta incansavelmente.
No momento de explicar como é seu processo artístico, Charif declarou: “Não tomo muitas decisões, tudo aparece sozinho”.
“As coisas mais interessantes surgem em momentos de crise, como reação, porque em momentos de liberdade já tudo está à disposição”, afirmou.
A mostra é composta por diversas obras desde óleos sobre tela, um tríptico com a técnica de colagem, gravuras em tinta preta, um texto de uma história fictícia e um outro sobre o conceito do preto, e até um curta digital de 15 minutos.
A mostra
- “La exposición negra” [A exposição preta] (óleo sobre tela, 55x42 cm).
- “El sistema de la caja negra” [O sistema da caixa preta] (2024). Tríptico sobre O Preto (óleo, acrílico, lápis e colagem sobre tela - 110x180 cm).
- “Los grabados negros de Tulumba Yago” [A gravuras pretas de Tulumba Yago], subdividida em três:
· ‘Los dibujos negros de Tulumba Yago’ [Os desenhos pretos de Tulumba Yago] (2024), um texto sobre a personagem homônima fictícia criada pelo próprio artista.
· 22 desenhos (vinte e um tintas sobre papel de 30x21 cm e uma de 50x35 cm).
· Biografía de un enigma [Biografia de um enigma] (2024), curta digital.
- “Lo negro en su nigérrima negrura” [O negro na sua nigérrima negritude] (2024). Texto impresso sobre painel preto com letras brancas.







