Começamos um novo ano no Centro Cultural Contraviento e damos início a uma nova temática: Pátrias, um novo eixo da conversa artística e cultural no nosso espaço.
Compartilhamos o nosso texto para essa etapa:
A Pátria. Em singular e com P maiúsculo. A terra dos pais. A nossa terra. A que dói escrever com P minúsculo. A pátria. Mínima e imensa. A que ampara e desampara. A que é ferida e cicatriz.
As pátrias. Em plural. A superfície, a espessura, a cor, os cheiros, as paisagens, os sons, as texturas. O transmitido e o intransmissível. O abrigo e a pele. A casa e o descampado. O conhecido e o desconhecido. A intimidade e a intempérie.
Vem do passado. Inacabada. Passa pelo presente como o vento, procura alguma coisa e parte para o futuro sem dizer se voltará.
Algumas habitam tudo. Algumas são desmedidas. Algumas são ínfimas. Algumas são íntimas. Algumas vivem dentro de outras. Diferenciam-se e igualam-se. Reconhecem-se, negam-se, legitimam-se.
A Pátria, a pátria e as pátrias. Suas eternas perguntas: é uma, são todas ou não é nenhuma?, está nos sonhos ou é um sonho inacabado?, sustenta-nos ou a sustentamos?


![[Quarta mostra] Pátrias](https://www.contraviento.com.ar/resources/original//Patrias//BOTON_PATRIAS.jpg)

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