Na pequena sala do centro cultural, teve lugar um diálogo artístico entre a linguagem corporal da dança de Vanesa Moreira (1984) e três pinturas em acrílico sobre tela de André Yarí Ricchetti (1986) sobre o Rei Mago Negro.
“Todo o meu trabalho é atravessado por esta enunciação de identidade guaranítica. Por isso, em certo momento também trabalhei com a Virgem de Itatí. São figuras muito importantes da região, do popular, de suas crenças”, disse Yarí antes da inauguração, que contou com a presença de um grande grupo de visitantes.
Não é só o preto que abunda nas pinturas, também a cor-de-rosa pastel e o verde vibrante, tudo isso complementado com um vídeo em que a artista dança sem parar.
[San Baltasar]
A cada 5 e 6 de janeiro, Baltasar é celebrado numa festa popular religiosa no litoral argentino, onde ele é venerado incansavelmente. Na confraria tem altares, corpos em movimento e música. Na dança com a gurizada está a Moreira. Também vemos o Yarí moldando a terra, os rios e a memória.
Um pouco dessa festividade a San Baltasar é representada pelos artistas na obra organizada por Contraviento juntamente com a galeria de arte Subsuelo.










