O Centro Cultural Contraviento inaugurou uma nova mostra em companhia do artista Fernando Brizuela que apresentou Rugidos na sombra, uma série das obras Vuelo Nocturno (Voo noturno) junto aos seus famosos Monstruos de marihuana (Monstros de maconha).
A obra, que contará com entrada franca, indaga sobre os medos, a escuridão e as coisas desagradáveis, fusionando duas das temáticas do espaço cultural: a atual, O Preto, e também Cultura e Tráfico de Drogas, de 2024.
Com um olhar característico e particular, o artista argentino trabalha com materiais que transforma em objetos e sujeitos de provocação. A série é composta de oito pinturas de 35 x 50 cm e três de 100 x 70 cm.
Mariposa, inseto de hábitos noturnos, amigo da escuridão, estritamente falando, a outra face da borboleta sendo borboleta.
“As mariposas são o reflexo de aquilo que preferimos não ver, batem as asas no limite da consciência até que a sua presença se torna inegável. Se, na nossa sociedade, a maconha ainda é um monstro, quem é que criou? De que se alimenta? E, aliás, como é que esta construção simbólica se entrelaça com a violência que espreita o rio Paraná?”, pergunta-se Mariana Gioiosa no texto da sala.
Na pequena sala do Centro Cultural Contraviento, o conjunto de mariposas vai esbarrar com monstros peculiares feitos com folhas de maconha.
Em suma, uma mostra que foca em insetos desprezados no dia a dia e nos nossos sonhos, medos e pesares.




![[Fernando Brizuela] Rugidos na sombra](https://www.contraviento.com.ar/resources/original/Brizuela/BRIZUELA_BOTON_2.jpg)

![[Fernando Brizuela] Rugidos na sombra](https://www.contraviento.com.ar/resources/produccion/contenidos/medium/Brizuela/BRIZUELA_BOTON_2.jpg)